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Livro "A Tinta da Melancolia" - Vamos ler juntos?

  • Foto do escritor: Cibele Scarpelin
    Cibele Scarpelin
  • 7 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

"Esquirol gostava de repetir que a loucura é a 'doença da civilização'. As doenças humanas, de fato, não são puras moléstias naturais. O paciente suporta seu mal, mas também o constrói, ou o recebe de seu meio; o médico observa a doença como um fenômeno biológico, mas, ao isolá-la, ao designá-la, ao classificá-la, faz dela um ser da razão e expressa um momento particular dessa aventura coletiva que é a ciência. Do lado do doente, como do lado do médico, a doença é um fato da cultura, e muda com as condições culturais." (Starobinski)


Mais conhecida hoje como depressão, esse estado de desânimo, apatia e em alguns casos levando ao suicídio, é conhecida desde a antiguidade pelo nome de melancolia. Jean Starobinski, em seu livro "A tinta da melancolia", nos apresenta um panorama dessa "doença dos nervos", buscando desde a antiguidade mostrar como os médicos tratavam esses doentes e qual era a definição da melancolia em cada época. Espero aqui conseguir escrever uma série de textos, um para cada capítulo do livro.


Jean Starobinski foi crítico literário, historiador e psiquiatra suíço. É autor de outras obras, como "Montaigne em movimento" e "Jean-Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo". Morreu em 2019 aos 98 anos.



A primeira obra que li de Starobinski foi sobre Jean-Jacques Rousseau, durante a faculdade. Gostei muito desse livro pela sensibilidade que tratava os temas da "transparência" e do "véu". Por isso, já fazia um tempo que tinha sentido a curiosidade de ler "A tinta da Melancolia". Além disso, considero importante entender que a saúde mental tem uma história, suas definições tem uma origem, e descobrir a gênese do que foi chamado de Melancolia pode fazer-nos começar a desmistificar alguns temas tão polêmicos como a medicalização, as formas de diagnóstico e tratamento para esse tipo de sofrimento psíquico.


Espero que entre nessa leitura comigo e que possamos refletir sobre o questionamento que Starobinski nos faz: De onde vem a tristeza profunda, o desespero, o delírio, o furor, o suicídio?

 
 
 

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